tudo o que você precisa saber sobre renda fixa e variável para 2026

Renda fixa e Variável, neste artigo você vai encontrar tudo o que você precisa saber para iniciar o ano de 2026 com o pé direito!

Natal tá chegando, e com certeza você conhece alguém que gosta de tirar onda no encontro de família falando de investimentos fazendo todo mundo acreditar que só ele tem o pulo do gato das finanças do momento que vai fazer ele ficar milionário nos próximos 5 anos? 

Quem nunca se deparou com uma pessoa assim? 

Eu mesmo, já presenciei muitas aparições dessa corja, mas, para te salvar dessa lábia venenosa e de toda e qualquer tentativa de golpe nessa área de investimentos – tais como pirâmides financeiras que prometem “retornos de 1% ao dia” e outras coisas absurdas, e, ainda te ajudar a entender melhor o mercado financeiro e seus produtos financeiros, eu estruturei um guia completo para noobs para ajudar você a ter pelo menos uma noção e não pagar de bisonho(a) quando alguém tentar bancar o(a) midas das finanças contigo.

Vamos fazer igual na escola, blz. Vamos do B-A-BA!

Primeiro de tudo, você sabe o que são investimentos?

Investir significa aplicar o seu dinheiro suado em algo que vai te dar uma grana por deixar ele lá, rendendo, geralmente esse lugar é algum ativo que chamamos de produto financeiro (CDB, Tesouro Direto, LCI/LCA, Fundo de Investimentos, etc), mas, pode ser um imóvel, uma franquia, uma startup, uma empresa própria, ou seja, existe uma infinidade de formas de investir mas o mais importante de tudo é que o objetivo do investimento é: obter rentabilidade no futuro sobre esse dinheiro que foi aplicado. Entendeste?

Diferente do que acontece por guardar dinheiro na poupança, o investimento busca multiplicar o valor ao longo do tempo, respeitando sempre dois fatores: risco e retorno.

O risco e retorno andam de mãos dadas e o que você precisa saber é que quanto maior o risco, maior “potencial” de retorno e quanto menor o risco, menor é o “potencial” de retorno também. 

Não existe baixo risco com alto potencial de retorno e, quando alguém te oferecer isso, saiba que, tem alguma surpresinha por detrás dos bastidores e você pode estar sendo convidado para participar de uma pirâmide financeira, e, se você não for idiota o bastante – como a maioria das pessoas que caem nesses golpes financeiros, muitos por ganância e outros por ignorânicia/falta de conhecimento e discernimento sobre o assunto (que é algo que eu acredito que você não terá ao final desse artigo) – vai identificar logo de cara que tal proposta se passa de um golpe e deixaras de ser um noob dos investimentos. Oh, glória! Olha aí o conhecimento surtindo efeito!

Note que eu coloquei entre “” a palavra potencial e isso significa que nenhum investimento tem total garantia de que o resultado será o que fora visualizado no momento em que você considerou o investimento viável porque existem algumas “variáveis” que podem – e vão – mudar o resultado, seja para melhor ou para pior. 

As variáveis são: notícias que possam abalar a confiança do mercado (escândalos políticos, desemprego, preço do gás, do petróleo, do cobre, pandemias, desastres ambientais, Inflação, taxa de juros, etc).

Bom, em breve irei construir um artigo sobre esse tema que vai te ajudar a entender melhor essas variáveis, no entanto, o que importa agora pra você é a compreensão de que elas existem e, sabendo disso, e sabendo também que existem risco x rentabilidade, eu vou te apresentar os principais segmentos de investimentos que temos no Brasil hoje. Não que haja outros mais importantes, mas…é isso aí, você entendeu. Estou falando dos tão comentados, marketizados e gourmetizados segmentos de Renda Fixa e de Renda Variável.

Mas, que diabos são Renda Fixa e Renda Variável?

Renda Fixa: o investidor tem uma noção de antemão como funcionará a rentabilidade (ex.: taxa de juros ou índice atrelado). Costuma ser mais previsível, geralmente mais segura, pois quase não sofre oscilação dentro do mercado, o que chamamos de volatilidade, no entanto, tende a ter os retornos menores por conta dessa segurança;

Renda Variável: aqui a rentabilidade não é garantida, podendo variar para mais ou para menos. Sofre volatilidade diária, inclusive picos expressivos de movimentação de alta e de baixa – o que possibilita realizar operações rápidas de Day Trade –  Tem maior potencial de ganho, mas também mais risco.

Qual a melhor? Não tem melhor nem pior, o que vai fazer valer é o seu perfil de investidor e do nível de conhecimento técnico que você quer desenvolver para atuar entre os dois ou se deseja se especializar em somente um deles. 

Geralmente, para pessoas que só querem aportar um dinheiro que está guardado para viver de renda no futuro, é indicado estruturar carteiras que componham ambos os segmentos, mas, Isso é assunto para outro post.
 

Indo direto ao ponto: quais são os produtos financeiros/ativos de Renda Fixa

Bom, o conceito de Renda Fixa foi dito anteriormente, mas, para objetificar melhor, a renda fixa é ideal para quem está começando, está construindo sua Reserva de Segurança e Oportunidade ou quer pouco risco. Alguns produtos mais conhecidos da Renda Fixa, são:

Tesouro Direto

Tesouro Direto são títulos emitidos pelo Governo Federal (https://www.tesourodireto.com.br/). Lançado em 2002,  o Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 para disponibilizar investimentos em títulos públicos federais para todos os brasileiros, de forma acessível, democrática, segura e rentável. Mais detalhes no site https://www.tesourodireto.com.br/sobre-o-tesouro/quem-somos

Tipos: Tesouro Selic (pós-fixado, acompanha a taxa Selic), Tesouro IPCA+ (protege contra inflação) e Tesouro Prefixado (juros definidos no momento da compra). Calcule por aqui: https://www.tesourodireto.com.br/simuladores/calculadora-avancada

Características essenciais

1. Emissor

  • Tesouro Nacional, que é o governo federal.

2. Tipos de remuneração

Os títulos podem ser:

  • Pós-fixados (Tesouro Selic): rendem a taxa Selic.
  • Pré-fixados (Tesouro Prefixado): pagam taxa fixa definida na compra.
  • Híbridos (Tesouro IPCA+): pagam inflação (IPCA) + juros.

3. Liquidez

  • O Tesouro garante liquidez diária, recomprando títulos todos os dias úteis, permitindo resgate antes do vencimento.
  • Porém, o valor de mercado pode variar para mais ou para menos conforme a taxa de juros (marcação a mercado).

4. Impostos

  • IR regressivo sobre os rendimentos:
    • 22,5% até 180 dias
    • 20% de 181 a 360 dias
    • 17,5% de 361 a 720 dias
    • 15% acima de 720 dias
  • IOF regressivo se resgatar antes de 30 dias.

5. Garantia

  • Não possui cobertura do FGC.
  • A segurança vem do próprio governo federal, considerado o de menor risco no país.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido por bancos para captar dinheiro junto aos investidores. Ao aplicar em um CDB, o investidor empresta dinheiro ao banco, e em troca recebe uma remuneração definida no momento da aplicação, que pode ser pós-fixada, pré-fixada ou híbrida.

O banco utiliza esse capital para financiar suas atividades (empréstimos, operações de crédito etc.) e, ao final do prazo, devolve o valor investido acrescido dos juros. Pode render uma taxa fixa, percentual do CDI ou atrelado à inflação e possui proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até R$ 250 mil por instituição.

Características essenciais

1. Emissor

  • Somente bancos e instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.

2. Remuneração

Pode ser:

  • Pós-fixada: geralmente um percentual do CDI (ex.: 110% do CDI).
  • Pré-fixada: taxa fixa definida no aporte (ex.: 12% ao ano).
  • Híbrida: combinação de inflação + juros (ex.: IPCA + 6% a.a.).

3. Liquidez

  • Pode ter liquidez diária ou prazo fechado.
  • O resgate antes do vencimento depende das regras do emissor.

4. Impostos

  • Incide IR regressivo sobre o rendimento:
    • 22,5% (até 180 dias)
    • 20% (181 a 360 dias)
    • 17,5% (361 a 720 dias)
    • 15% (acima de 720 dias)

5. Garantia

  • Coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até R$ 250 mil por CPF por instituição, limitado a R$ 1 milhão a cada 4 anos.

LCI e LCA — Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos de renda fixa emitidos por bancos, usados para financiar operações dos setores imobiliário (LCI) e agrícola (LCA). Ao investir, o aplicador empresta dinheiro ao banco, que direciona esses recursos para financiamentos vinculados a cada setor.

São muito buscadas por oferecerem isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme legislação vigente.

Características essenciais

1. Emissor

  • Bancos e instituições financeiras autorizadas.

2. Remuneração

Podem ser:

  • Pós-fixadas: percentual do CDI (ex.: 95% do CDI).
  • Pré-fixadas: taxa fixa definida na aplicação.
  • Híbridas: IPCA + juros (mais comum em LCI do que LCA).

3. Liquidez

  • Normalmente não têm liquidez diária: possuem carência mínima, geralmente 90 dias.
  • Alguns bancos oferecem liquidez após o período de carência.

4. Impostos

  • Isenção total de Imposto de Renda para pessoas físicas.
  • IOF somente se resgatar antes de 30 dias.

5. Garantia

  • Contam com proteção do FGC, até R$ 250 mil por CPF por instituição, limitado a R$ 1 milhão a cada 4 anos.

Fundos de Renda Fixa

Os Fundos de Renda Fixa são fundos de investimento que aplicam a maior parte do seu patrimônio em ativos de renda fixa, como títulos públicos, CDBs, debêntures, LCI/LCA, entre outros. O objetivo é buscar rentabilidade com menor volatilidade, mantendo exposição prioritária a instrumentos atrelados a juros e inflação.

A gestão é feita por um profissional (gestor), e o investidor compra cotas, cujo valor varia conforme o desempenho da carteira.

Características essenciais

1. Composição da carteira

  • Devem investir no mínimo 80% do patrimônio em títulos de renda fixa.
  • Podem incluir diversos papéis:
    • Títulos do Tesouro Nacional
    • CDB, LCI, LCA
    • Debêntures e CPRs
    • Operações compromissadas
    • Cotas de outros fundos

2. Tipos de fundos de renda fixa

Os principais são:

  • Renda Fixa Simples: focado em títulos públicos, baixo risco.
  • Renda Fixa Referenciado: acompanha um índice, como CDI ou Selic.
  • Renda Fixa Duração Baixa / Média / Alta: definidos pela sensibilidade a juros.
  • Renda Fixa Crédito Privado: foca em papéis de empresas (debêntures, CRIs, CRAs).
  • Renda Fixa Longo Prazo: títulos com vencimentos mais longos.

3. Liquidez

  • Pode ser D+0, D+1, D+2 ou maior, dependendo do fundo.
  • O resgate não é automático; o pagamento ocorre após o prazo estabelecido.

4. Taxas

  • Taxa de administração (sempre).
  • Taxa de performance em alguns fundos (menos comum em renda fixa).
  • Eventuais custos operacionais internos do fundo.

5. Impostos

  • Sofrem come-cotas (IR semestral) para fundos de curto e longo prazo.
  • Alíquota final depende do tipo:
    • Curto prazo: 22,5% até 180 dias; 20% acima disso.
    • Longo prazo: tabela regressiva tradicional (22,5% → 15%).
  • IOF somente se resgatar antes de 30 dias.

6. Garantias

  • Não possuem FGC.
  • A segurança depende da qualidade dos ativos na carteira e da gestão.

7. Rentabilidade

  • Pode ser:
    • Pós-fixada (CDI, Selic)
    • Pré-fixada
    • Atrelada à inflação (IPCA)
  • As cotas podem variar diariamente por marcação a mercado.

Vantagens da Renda Fixa: previsibilidade, segurança e boa para reserva de emergência. Desvantagens: retorno menor em comparação à renda variável.

Renda Variável

Já na renda variável não há garantia de retorno, mas o potencial de ganho é maior inclusive, alguns investidores mais técnicos gostam de se envolver nesse mercado com Day Traders, que são investidores que operam os picos de movimentação financeira do dia, ou seja, as volatilidades do mercado. Alguns exemplos de produtos financeiros de Renda Variável são:

Ações

As ações são títulos de participação que representam uma fração do capital social de uma empresa. Ao comprar ações, o investidor se torna sócio da companhia e passa a participar dos resultados financeiros, podendo ganhar com valorização dos papéis e/ou com dividendos distribuídos aos acionistas.

As ações são negociadas principalmente na bolsa de valores, onde seus preços variam de acordo com oferta e demanda e com as expectativas sobre o desempenho futuro da empresa e da economia.

Características essenciais

1. Natureza

  • São títulos de renda variável, ou seja, não há garantia de retorno.
  • O investidor assume o risco do negócio (risco de mercado).

2. Tipos de ações

  • ON (Ordinárias): dão direito a voto nas assembleias.
  • PN (Preferenciais): prioridade no recebimento de dividendos, mas geralmente sem voto.
  • Units: conjunto de ON + PN negociadas como um único ativo.

3. Formas de ganho

  • Valorização (ganho de capital): lucro obtido ao vender por um preço maior do que comprou.
  • Dividendos: parte do lucro distribuída aos acionistas.
  • Juros sobre Capital Próprio (JCP): distribuição com benefício fiscal para a empresa.
  • Bonificações, direitos e subscrições: eventos societários que geram vantagens ao acionista.

4. Riscos

  • Risco de mercado: volatilidade dos preços.
  • Risco econômico: crises, juros, inflação, consumo etc.
  • Risco empresarial: má gestão, prejuízos, endividamento.
  • Risco setorial: fatores que afetam setores específicos.

5. Liquidez

  • Variável: depende do volume de negociações.
  • Ações de grandes empresas (blue chips) tendem a ter maior liquidez.

6. Tributação

  • IR de 15% sobre lucro em operações comuns (swing trade).
  • IR de 20% sobre lucro em day trade.
  • Isenção para vendas mensais até R$ 20.000, desde que não seja day trade.
  • Não há come-cotas.

7. Onde são negociadas

  • Principalmente na B3, via mercado à vista.
  • Também podem integrar:
    • Fundos de ações
    • ETFs
    • BDRs (no caso de ações estrangeiras)

Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs)

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são veículos de investimento coletivo que reúnem recursos de diversos investidores para aplicar no setor imobiliário, seja por meio da aquisição de imóveis físicos (lajes corporativas, shoppings, galpões, hospitais etc.) ou de títulos lastreados no mercado imobiliário, como CRIs e outros valores mobiliários.

O investidor adquire cotas do fundo e recebe rendimentos periódicos provenientes dos aluguéis ou juros das operações imobiliárias, além de poder lucrar com a valorização das cotas no mercado.

Os FIIs são negociados na bolsa de valores, assim como ações.

Características essenciais

1. Estrutura e natureza

  • São fundos fechados: o número de cotas não muda após a emissão inicial.
  • As cotas são negociadas na B3, com variação de preço conforme oferta, demanda e condições de mercado.

2. Tipos de FIIs

Principais categorias:

  • Tijolo (imóveis físicos): shoppings, galpões logísticos, lajes corporativas, agências bancárias etc.
  • Papel: títulos imobiliários (CRI, LCI, LC, LH).
  • Híbridos: misturam imóveis físicos e títulos de crédito imobiliário.
  • Desenvolvimento: construção e incorporação de imóveis (maior risco).
  • Fundo de fundos (FOFs): investem em cotas de outros FIIs.

3. Formas de ganho

  • Rendimentos mensais (isentos de IR para pessoa física na maioria dos casos), provenientes de:
    • Aluguéis de imóveis
    • Juros pagos por CRIs
  • Valorização das cotas: lucro ao vender mais caro.
  • Eventuais ganhos de capital dos imóveis dentro do fundo.

4. Tributação

  • Rendimentos mensais: isentos de IR para pessoas físicas, desde que:
    • O fundo tenha pelo menos 50 cotistas;
    • Seja negociado exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado.
  • Venda de cotas: paga 20% de IR sobre o lucro.
    • Não existe isenção de R$ 20 mil como nas ações.

5. Liquidez

  • Depende do volume negociado na bolsa.
  • FIIs grandes (como shoppings e logística) tendem a ter liquidez mais alta; FIIs menores, menos.

6. Riscos

  • Vacância (imóvel vazio).
  • Inadimplência em FIIs de papel.
  • Desvalorização imobiliária.
  • Variação de juros (impacta preço das cotas).
  • Gestão ruim ou má alocação de recursos.

7. Vantagens

  • Acesso ao mercado imobiliário com baixo valor de entrada.
  • Renda mensal isenta de IR.
  • Diversificação (vários ativos dentro de um único fundo).
  • Gestão profissional.

ETFs — Exchange Traded Funds (Fundos de Índice)

Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de investimento que têm como objetivo replicar a performance de um índice de referência, como Ibovespa, S&P 500, Nasdaq, Índice de Small Caps, entre outros. Suas cotas são negociadas na bolsa de valores, permitindo ao investidor obter exposição a uma carteira diversificada de ativos por meio de um único produto.

A gestão normalmente é passiva, ou seja, o gestor apenas busca acompanhar o índice, e não superá-lo.

Características essenciais

1. Estrutura

  • São fundos fechados cujas cotas são negociadas em bolsa, como ações.
  • A composição da carteira busca refletir fielmente o índice de referência.

2. Tipos de ETFs

  • ETFs de Ações (mais comuns no Brasil): IBOV, SMAL, BOVA11, IVVB11 etc.
  • ETFs de Renda Fixa: replicam índices de títulos públicos ou privados.
  • ETFs de Criptoativos: expõem o investidor ao mercado cripto via índices.
  • ETFs internacionais: seguem índices globais (S&P 500, Nasdaq, MSCI etc.).

3. Estratégia de gestão

  • Passiva na maioria dos casos.
  • Busca acompanhar o índice, não fazer escolhas individuais ou tentar prever o mercado.

4. Vantagens

  • Diversificação imediata em uma única compra.
  • Custos menores do que fundos tradicionais, graças à gestão passiva.
  • Liquidez via bolsa.
  • Fácil acesso a mercados internacionais.
  • Transparência na composição e estratégia.

5. Tributação

  • ETFs de ações: IR de 15% sobre ganho de capital (sem isenção dos R$ 20 mil mensais).
  • ETFs de renda fixa ou internacionais: IR de 15% a 22,5% conforme prazo.
  • Não há come-cotas, mesmo para ETFs de renda fixa.

6. Liquidez

  • Variável conforme volume negociado na bolsa.
  • ETFs grandes como BOVA11, IVVB11 e HASH11 têm alta liquidez.

7. Riscos

  • Risco de mercado: variação do índice.
  • Risco cambial: no caso de ETFs internacionais.
  • Risco setorial: se o índice for concentrado em setores específicos.
  • Risco de replicação: o ETF pode não acompanhar o índice com perfeição (tracking error).

BDRs — Brazilian Depositary Receipts

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados negociados na B3 que representam ações ou outros valores mobiliários emitidos no exterior. Eles permitem que investidores brasileiros tenham exposição a empresas internacionais sem precisar abrir conta fora do país.

Os BDRs não são ações em si, mas recibos lastreados nelas, emitidos e administrados por uma instituição depositária no Brasil.

Características essenciais

1. Natureza

  • São valores mobiliários brasileiros, lastreados em ativos estrangeiros.
  • Representam ações, ETFs ou títulos emitidos fora do Brasil.
  • Sua cotação reflete o preço do ativo no exterior + variação cambial.

2. Tipos de BDRs

  • BDRs não patrocinados (mais comuns):
    Emitidos sem participação da empresa estrangeira.
  • BDRs patrocinados:
    A própria empresa estrangeira contrata uma instituição depositária para emitir os certificados no Brasil.
    Classificados em níveis I, II e III (como forma de acesso e oferta ao mercado).

3. Como funcionam

  • Uma instituição depositária brasileira compra e mantém as ações no exterior.
  • Emite no Brasil os recibos equivalentes (BDRs).
  • O investidor compra e vende esses recibos na B3, como se fossem ações.

4. Vantagens

  • Acesso fácil a empresas globais (Apple, Google, Meta, Tesla).
  • Diversificação internacional sem burocracia.
  • Negociação via home broker comum.
  • Proteção cambial indireta (se o dólar sobe, o BDR tende a subir).

5. Tributação

  • Igual à de ações no Brasil:
    • 15% de IR sobre lucro em operações comuns.
    • 20% no day trade.
    • Sem isenção dos R$ 20 mil mensais (BDR nunca é isento).
  • Dividendos recebidos são tributados conforme regras do país de origem.

6. Liquidez

  • Varia conforme o BDR.
  • Grandes empresas internacionais tendem a ter alta liquidez.

7. Riscos

  • Risco de mercado internacional: desempenho da empresa lá fora.
  • Risco cambial: variação do dólar/euro influencia o preço.
  • Risco político/regulatório estrangeiro.
  • Risco da instituição depositária (baixo, mas existe).

Vantagens da Renda Variável: possibilidade de altos ganhos, participação em empresas e proteção contra inflação. Desvantagens: volatilidade, necessidade de estudo e risco de perdas.

Ufa, chegamos ao final desse post que deu um trabalhão imenso para fazer e espero que você tenha aprendido algo com ele. 

Se eu pudesse resumir tudo o que foi dito aqui em uma frase, ela seria a seguinte: A renda fixa oferece uma certa segurança e previsibilidade, enquanto a renda variável proporciona potencial de maiores retornos, mas exige mais paciência e conhecimento técnico para acompanhar o mercado e tomar as decisões corretas. O segredo está no equilíbrio entre ambas, alinhado ao seu perfil e objetivos.

Agora, me diz aí, o que você achou deste conteúdo? Fez sentido para você? Deixe um comentário na área de comentários abaixo para que eu possa ter uma ótica de como está a qualidade do conteúdo que eu estou trazendo para você aqui no meu blog e no meu canal do Youtube.

Meu objetivo com esse blog é ajudar quem quer prosperar da forma correta, sem marketing de enriquecimento rápido e milagroso, mas com propósito e crescimento sustentável.

Agradeço por ter vindo até aqui e espero ver você no meu próximo post.

Respeitosamente, Webert Machado!

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webertmachadoi9@gmail.com

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