
O mercado financeiro brasileiro viveu uma terça-feira (27/01) memorável. O Ibovespa, principal indicador da B3, não apenas subiu, como estabeleceu uma nova marca histórica ao encerrar o dia com alta de 1,79%, atingindo os 181.919 pontos. Durante o pregão, o índice chegou a tocar a máxima de 183.359 pontos, consolidando o melhor desempenho para um mês de janeiro desde 2020.
O que motivou o otimismo?
O principal combustível para o rali foi o anúncio do IPCA-15, que registrou uma alta de 0,20% em janeiro. O número veio ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas (que esperavam 0,21%), reforçando a percepção de que a inflação está sob controle. Esse cenário abre espaço para um ambiente de juros mais estável, o que beneficia diretamente o mercado de ações.
Destaques Corporativos
- Vale (VALE3): A mineradora foi um dos grandes pilares do dia, registrando forte valorização e puxando o índice para cima.
- Setor Bancário: Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) também operaram no campo positivo, acompanhando o fluxo comprador.
- Educação e Varejo: As ações da Yduqs (YDUQ3) dispararam após revisões positivas de analistas, enquanto o Assaí (ASAI3) se beneficiou da queda dos juros futuros.
Cenário Externo e Câmbio
Enquanto a bolsa brasileira brilhava, o cenário internacional apresentou cautela. Nos Estados Unidos, os índices fecharam de forma mista, com investidores aguardando as próximas decisões do Federal Reserve (Fed) e os balanços das grandes empresas de tecnologia.
No mercado de câmbio, o dólar apresentou recuo global frente às principais moedas, o que também colaborou para o apetite por risco em mercados emergentes como o Brasil.
Perspectivas
Com uma valorização acumulada de quase 13% apenas em janeiro, o Ibovespa entra agora em uma fase de atenção. Analistas observam que, embora o fluxo de capital estrangeiro continue forte, o mercado aguarda as decisões de política monetária (Copom e Fed) que ocorrerão nesta quarta-feira para definir o ritmo das próximas semanas.
