
O mercado de commodities viveu uma sessão de forte volatilidade e valorização nesta quarta-feira (28/01). Enquanto o ouro rompeu a barreira psicológica dos US$ 5.400, consolidando-se como o refúgio absoluto, o petróleo atingiu sua máxima de quatro meses, impulsionado por interrupções na oferta e tensões no Oriente Médio.
1. Ouro: A Corrida pelo “Porto Seguro”
O metal precioso não para de surpreender. Após sete sessões consecutivas de ganhos, o ouro tocou a marca de US$ 5.311 durante o pregão, com contratos futuros já sendo negociados na casa dos US$ 5.400 por onça-troy.
- Fator Dólar: A queda do índice DXY (dólar frente a moedas fortes) para o nível mais baixo em quatro meses (96,4 pontos) barateou o ouro para investidores estrangeiros.
- Incerteza Política: A proximidade da nomeação do novo presidente do Federal Reserve e as críticas à independência da instituição têm gerado uma “fuga para a segurança”.
- Prata na Esteira: O rali não é exclusivo do ouro; a prata também renovou máximas, sendo negociada acima de US$ 113, uma alta de quase 60% apenas este ano.
2. Petróleo: Oferta Apertada e Geopolítica
Os preços do barril subiram cerca de 3% hoje, refletindo o temor de que a oferta global não dê conta da demanda imediata.
- Cenário de Preços: * O Brent (referência mundial) subiu para a casa dos US$ 68,60.
- O WTI (referência americana) atingiu os US$ 63,50, o nível mais alto desde setembro de 2025.
- Tempestades de Inverno: O clima severo nos Estados Unidos interrompeu a produção de cerca de 2 milhões de barris por dia e paralisou exportações no Golfo do México.
- Tensões com o Irã: Novos alertas do governo americano sobre o Irã adicionaram um “prêmio de risco” aos preços, com investidores temendo ataques a infraestruturas petrolíferas.
- Estoques em Queda: Dados da EIA mostraram uma queda inesperada de 2,3 milhões de barris nos estoques americanos, contrariando as previsões de aumento do mercado.
3. Impacto no Bolso do Brasileiro
A alta das commodities tem efeito direto na economia nacional. Por um lado, favorece a balança comercial e impulsiona ações de gigantes como Vale e Petrobras. Por outro, o aumento do petróleo no mercado internacional já começou a pressionar os preços dos combustíveis na bomba, com altas registradas de quase 3% em derivados hoje.

