
O que era uma tendência de alta no início da semana confirmou-se como um rali histórico. O preço do ouro voltou a quebrar recordes no mercado internacional nesta quarta-feira (28/01), impulsionado por uma combinação de incertezas geopolíticas e a mais recente decisão de política monetária nos Estados Unidos.
Novo Patamar: US$ 5.400
Se na segunda-feira o mercado acompanhava a aproximação de novos picos, hoje o metal precioso consolidou sua posição acima dos US$ 5.400 por onça-troy. Este movimento ocorre no exato momento em que investidores buscam “porto seguro” diante da volatilidade das bolsas globais e da manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed).
Por que o ouro não para de subir?
Vários fatores explicam essa corrida pelo metal, que é considerado o ativo de proteção por excelência:
- Decisão do Fed: Com a manutenção dos juros americanos no intervalo de 3% a 3,75%, o custo de oportunidade de manter ouro (que não paga dividendos) torna-se mais atrativo quando comparado a títulos que podem ter rendimentos reais pressionados pela inflação.
- Incerteza Global: Tensões comerciais e conflitos geopolíticos continuam a empurrar bancos centrais ao redor do mundo a aumentarem suas reservas físicas de ouro.
- Dólar Oscilante: A leve fraqueza do dólar frente a uma cesta de moedas globais torna o ouro mais barato para compradores que utilizam outras divisas, aumentando a demanda.
Impacto no Brasil
Para o investidor brasileiro, a alta do ouro no exterior, somada à cotação do dólar, tem gerado valorizações expressivas em fundos de investimento atrelados ao metal e em contratos futuros na B3. Especialistas alertam, porém, que após recordes sucessivos, o mercado pode passar por uma “realização de lucros” (uma queda temporária quando muitos decidem vender para garantir o ganho).
