Superquarta Histórica: Ibovespa e Ouro Rompem Marcas Inéditas sob Cautela do Fed e Copom

O mercado financeiro global viveu um dos dias mais intensos deste início de 2026. A chamada “Superquarta” (28/01) entregou o que prometia: novos recordes históricos, decisões estratégicas de política monetária e uma dose extra de volatilidade para os investidores. No Brasil, o Ibovespa alcançou patamares nunca antes vistos, enquanto no cenário internacional, o ouro consolidou-se como o refúgio definitivo.

1. Ibovespa na Estratosfera: A Marca dos 184 Mil Pontos

O principal índice da B3 não apenas subiu; ele ignorou a gravidade. Impulsionado por um fluxo robusto de capital estrangeiro e pelo otimismo após o IPCA-15 ter vindo abaixo do esperado (0,20%), o Ibovespa atingiu os 184.000 pontos durante o pregão.

  • Destaques de Alta: Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) lideraram os ganhos, mas a surpresa veio do setor de varejo e educação, com a Raízen disparando quase 20% e a Yduqs mantendo o fôlego da véspera.
  • Câmbio: O dólar à vista acompanhou o bom humor interno, estabilizando-se em torno de R$ 5,20, o menor nível em meses, refletindo o apetite por ativos emergentes.

2. Federal Reserve: Pausa com Sabor de Incerteza

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve as taxas de juros no intervalo de 3,5% a 3,75%. Embora a manutenção fosse esperada, o comunicado veio “seco”. Jerome Powell evitou dar pistas sobre cortes futuros, especialmente diante das tensões políticas entre o BC americano e a administração Trump.

O mercado de ações em Nova York reagiu de forma mista: enquanto o Nasdaq subiu 0,17% com a expectativa pelos balanços de Meta e Microsoft, o S&P 500 encerrou praticamente estável, após ter testado a barreira psicológica dos 7.000 pontos pela manhã.

3. O “Porto Seguro” Mais Caro da História: Ouro a US$ 5.400

Se as bolsas brilharam, o ouro reluziu ainda mais. O metal precioso quebrou todos os recordes anteriores, sendo negociado acima de US$ 5.400 por onça-troy.

A valorização é explicada por um tripé de fatores:

  1. Tensões Geopolíticas: Conflitos e incertezas institucionais nos EUA empurram investidores para ativos físicos.
  2. Proteção contra Inflação: Mesmo com sinais de arrefecimento, o ouro continua sendo a proteção favorita contra a desvalorização monetária.
  3. Compras de Bancos Centrais: Instituições globais continuam aumentando suas reservas, reduzindo a oferta disponível.

4. O Que Esperar para Amanhã?

Com a decisão do Copom (que deve manter a Selic em 15%) e os resultados das Big Techs saindo após o fechamento, a quinta-feira deve ser de “ressaca” ou de continuidade do rali. O investidor deve ficar atento à capacidade do Ibovespa de sustentar o suporte dos 180 mil pontos.

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webertmachadoi9@gmail.com

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